terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Johnny.

Ele era assim, chegava de repente, como quem não quer nada e encantava com seu jeito especial. Dizia verdades como quem conta histórias, mas de uma forma tão suave que você não era capaz de se ofender. Ele gostava de ser caloroso, te abraçava, sussurrava em seu ouvido músicas calmas com sua voz rouca. Tinha aquele brilho nos olhos que lembravam as águas claras do mar. Com o sorriso de criança inocente, ria das coisas mundanas. Ele só queria aproveitar a vida, sem pensar nas consequências, sem complicar seus atos.
Ele era assim, sem nada a esconder, fazendo o que queria. Um amante indomável, tratava cada uma como uma dama única. Era de todas e de ninguém. Como o vento ele não podia ser contido e assim sem motivo ia embora, deixando em seu rastro a saudade. Era um aventureiro, um viajante sem lar. Em suas veias corria a liberdade e junto com ela a vontade de aproveitar sua estada na terra. Assim era Johnny, uma brisa momentânea, que trazia aquele agito suave e deixava o frescor.

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